sábado, 1 de janeiro de 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Bom fim d'Ano e melhor Ano Novo


Para todo o Grupo da AAALB desejo um óptimo 2011 , cheio de muita amizade e muita saúde

domingo, 26 de dezembro de 2010

Música até ao fim do ano



Bom 2011 para tod@s

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal em tempo de guerra ...1966

Não, não foi nada feliz nem alegre este natal , passei-o nas matas do Hinda , algures no norte de Angola , região dos Dembos. 
Tínhamos aprazada uma operação militar muita perigosa naquela região para os dias 22, 23 com regresso a  24 de Dezembro . Fomos apenas dois pelotões  bastante desfalcados , mais o Comandante de Companhia e desde cedo se  confirmaram todas as n/previsões quanto à  perigosidade da operação e á falta de apoio aéreo e da artilharia que se verificou . A perigosidade imediatamente saltou á vista , com permanentes ataques ás nossas tropas sendo que no último estivemos quase a sucumbir totalmente, pois estávamos praticamente cercados pelo  inimigo e sem qualquer apoio, o que era até bastante previsível dada a grande densidade da mata e da sua impenetrabilidade  quase total . Resultado: 1 morto e vários feridos com chegada ao quartel já sobre a hora da consoada , com atascanços permanentes e risco de novos confrontos .
Por fim chegámos mais mortos que vivos , muito tristes e muito desconfortáveis com os nossos comandos , que não hesitaram , sabendo os perigos que iríamos enfrentar , apenas para seu gáudio , mandarem-nos para aquela operação . 
Quero apenas referir que passado um mês foi feita nova operação ao mesmo objectivo com duas companhias e total apoio aéreo e da artilharia .
São coisas que não esquecem , ficam cá sempre e é fatal lembrar-mo-nos disso nestes dias. Amanhã é outro dia e já me esqueci .

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Faleceu um dos nossos .....o Carlos Silva

Acordei hoje com esta infausta notícia ,fiquei chocado e muito triste . O Carlos Silva era um dos meus grandes amigos desde sempre , passámos muitas horas juntos  e tinha uma inteligência muito acima da média. Era um pouco mais velho que eu , aí uns três anos . Foi meu explicador de matemática ( de borla , claro )no meu 7º ano e devo-lhe a ele o ter passado . Tinha um humor fino e estava sempre a aplicá-lo . A ultima vez que o vi foi há um ano , ia eu de carro e  ele a atravessar a rua perto da avenida João da Cruz . Eu parei abri o vidro e perguntei : por favor , pode indicar-me o caminho para a estacada ? Ele olhou para mim , riu-se , abanou a cabeça e disse : ena pá , estás bem cevado.
Amigo Carlos Silva , aquele abraço e até um dia

sábado, 18 de dezembro de 2010

@s Cobardes ...

Anónimo disse :

Perdoe-me a Urze do Monte a quem felicito pela sua coragem em fazer tantos quilómetros motivados pela fé, mas é no entanto por aqui que encontro a única maneira de chegar ao/à administrador/a deste blog, para expressar a minha opinião à cerca dele, blog!
Este blog da AAALB é chato, repito chato e explico porquê: um blog tem que ser como “ um rio vivo sem nunca ultrapassaras margens”, traduzindo por miúdos, como rio devem nele fluir as ideias, as opiniões por contrárias que sejam às das que nele escrevem, mas sem nunca ultrapassar o razoável, sem ofender… não deve servir apenas para nos comentários se dizerem coisas do género “gostei muito…continuem” “parabéns, muito bem…” com isto não quero dizer que não se elogie este ou aquele procedimento, mas um blog para ser vivo e para ter longa vida quer-se truculento ou seja, onde se ponham e contraponham opiniões. Ora nada disto acontece no Blog de AAALB e por isso se compreende que tantos posts tenham 0 comentários. Depois acrescento a falta de democracia na sua gestão o que já anteriormente fiz e por isso o meu comentário não foi publicado mesmo não tendo ultrapassado as "margens" de que falei! Se há um “dono” do Blog ele/ela deve reflectir sobre a sua atitude. Se em nome da liberdade de expressão até o WikiLeak tem acérrimos apoiantes!
A prova do espírito democrático deste blog ver-se-á quando este meu comentário for ou não publicado, mas estou quase certa que não será!  

Comentário publicado na íntegra.

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O texto em cima é um comentário que foi feito no post " Peregrinação a Santiago" da autoria dum distinto anónimo . Os sublinhados e os realces são da minha autoria.

Aqui vai a minha resposta

"Comentários ofensivos ou não assinados , serão excluídos" é o que está escrito no local próprio  , quando alguém quer fazer um comentário neste blogue. Logo aqui este cobardolas ou esta cobardolas mostrou o seu espírito democrático . Só coloquei aqui o seu comentário , não pelo desafio feito ,pois não preciso destas provas , mas apenas para demonstrar a espécie de cobarde que você é , pois a coberto do anonimato , nem sequer dum nikename , permite-se escrever os maiores dislates e sobretudo escrever sobre coisas que não sabe. Quanto ao resto responderei quando se identificar  se tiver coragem para o fazer , o que duvido....

Peregrinação a Santiago de Compostela ....

Tentarei expressar o mistério da minha caminhada/peregrinação de Bragança a Santiago de Compostela.
    - Motivação
     Obedecer a ordem misteriosa?
Tentar encontrar o caminho que  conduza à Eternidade, à Terra Prometida, ao ponto onde "Todolos Rios" do Paraíso se cruzem?
     Não sei.
    - Companheiros
    Grupos de Amigos dos Caminhos de Santiago de Bragança e de Zamora.
   - Rota seguida
   Caminho Português, Rota de la Plata.
Rota de la plata a partir de Zamora

   -Trajecto/Peripécias
Inicialmente, as caminhadas foram suaves, faziam-se de quinze em quinze dias, com o apoio do autocarro dos nossos amigos zamoranos. Tornaram-se mais penosas por termos feito pausa nos meses de verão por causa do calor e da afluência de peregrinos e, finalmente, por motivos de de saúde e familiares de alguns de "nuestros hermanos" terminámos apenas  nos dias 27 e 28 de Novembro, dias muito frios que a mim me provocaram queimaduras na pele.
Esquecendo o cansaço e o frio  chegámos alegres, comovidos e interrogativos a SANTIAGO.
Dias houve em que fizemos 20/25/30 KM de "andadura", como dizem os espanhóis,  calcorreando vias romanas e outros trilhos mais ou menos sinuosos, ao sol ou abrigados por frondosa vegetação, tentando sentir, ouvir, olhar e ver as pequenas coisas da vida presentes em cada recanto. Por vezes,  deliciavámo-nos por locais maravilhosos,  marcos da história milenar da península que atestavam a passagem de gregos e romanos por essas paragens que explorávamos histórica e culturalmente. Na raia,  depois de Vinhais, seguindo por engano o caminho dos contrabandistas pudemos adivinhar as agruras de quantos tentavam iludir a vigilância dos "carabineiros". Saliento como os  locais mais emblemáticos  que percorremos: Monterrey,  Xinzio de Limia, Allariz, Santa Marina de las Augas Santas, Orense, Oseira, Lalin, Silleda e Santiago.
Como não podia deixar de ser, esporadicamente, fomos acometidos por reacções não muito consentâneas com o espírito do peregrino mas justificáveis pela exaustão dos corpos e das almas. A noite que passámos em Orense  teve algo de vigília medieval, pois foi passada num pavilhão gimnodesportivo há muito desactivado, desabrigado, contíguo ao Matadouro Municipal, onde as irmãs vaquinhas, talvez pressentindo o fim,  entoaram, toda a noite, hinos ao Criador, que, embora contrariados, acompanhávamos.
A Peregrinação terminou com a Missa dos Peregrinos, às 12 horas, na esplendorosa Catedral. Foi algo de inesquecível, viam-se rostos com lágrimas, olhares cansados mas irradiando felicidade, alívio por ter chegado à meta, merecendo plenamente a "Compostela" - Certificado da Peregrinação-, honrando o bordão, a concha e a cabacinha, símbolos do peregrino. Éramos impelidos a concluir que os Caminhos de Santiago aliam  a fé, a cultura e a natureza. Deslumbrante era observar a precisão com que o "botafumeiro" atravessava a nave lateral, incensando toda a Catedral.

    - Bençãos
    Muitas para todos os escribas e amigos do blog, expressamente pedidas por mim.

    - Conclusão
Parece-me que terei de continuar o caminho e ir a Roma, pois nem Jerusalém nem Santiago me fizeram encontrar a Terra Prometida...
Termino sentindo profundamente o poema de D. Alfonso Castro, que transcrevo:

                                 "Peregrino:
                                 Solo amar es caminar.
                                 Tu prójimo es tu senda
                                 Y la Gloria que tanto buscas
                                Tu prójimo es tu inmortalidade!"

Um abraço para todos da UM
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Descriçao brilhante feita pela UM , Antiga Aluna e Professora do nosso Liceu . Denota muita emoção , muita cultura e muita amizade por todos nós. Pela parte que me toca agradeço profundamente este teu testemunho e as bençãos que pediste . Muito obrigado

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O presépio no nosso Liceu ....

Num concurso de presépios não tradicionais,há uns anos que o nosso liceu tem vindo a ganhar o primeiro prémio.Os alunos do grupo das artes e o professor Trovisco,ano após ano ,surpreendem-nos com tanta inovação e imaginação!! Não é fácil transmitir por fotos ou filme um trabalho destes,mas aí vai um cheirinho do que se passa este ano.
O presépio é  uma cena que se passa numa sala de aula (nº25).Dois alunos resolvem fazer um presépio com material escolar...lápis, afias, borrachas ...
Foram feitos moldes em gesso retirados dos próprios alunos...só visto!

Parabéns ao liceu , aos seus alunos e ao Prof Trovisco


 Gostastes ? Eu adorei.

Enviado por GB. Obrigado.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mais um livro do Aniceto Afonso

Amigos (as),
Enviamos convite para o lançamento do livro "Os Anos da Guerra Colonial", dia 14 de Dezembro, pelas 18h30 no El Corte Inglés, em Vila Nova de Gaia.
Esperamos pela vossa presença.
Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes

Bom 2011


bom ano 2011.jpg
Este ano quero desejar-vos um excelente ANO 2011, e com um presentinho que é uma receita de BOLO-REI

300 g de farinha de trigo
15 g de fermento padeiro
150 g de açúcar
200 g de frutas secas e cristalizadas
4 ovos
50 g de manteiga
1 colher de sopa de Vinho do Porto
1,5 dl de leite
1 gema de ovo
Geleia
- Diluir o fermento no leite morno
- Juntar gradualmente 50 g de farinha e amassar bem com as mãos
- Com a restante farinha faça uma pirâmide e abra um espaço no centro
- Coloque os 4 ovos, o açúcar, a manteiga e o Vinho do Porto
- Mexa bem estes ingredientes sem incorporar a farinha e adicione a farinha que esteve em repouso com o leite e fermento
- Mexa agora tudo e incorpore bem a farinha até obter uma massa homogénea
- Adicione agora metade das frutas cristalizadas e cortadas em pedacinhos e envolva-os bem na massa
- Coloque a massa em alguidar durante cerca de quatro horas para levedar
- Disponha agora a massa em coroa, sobre um tabuleiro de ir ao forno, e coloque um objeto metálico redondo para impedir que se feche
- Colocar as restantes frutas cristalizadas a enfeitar e pincelar com gema de ovo
- Levar ao forno a cozer em lume brando
(C) Virgílio Nogueiro Gomes
Ilustração de Adriana Freire

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

1º Encontro AAALB - 1º Dezembro de 2010

Pois é , estamos no rescaldo do almoço do 1º de Dezembro de 2010  realizado no Tromba-Rija em Lisboa.
Estiveram presentes cerca de 170 pessoas vindas de todo o lado e de todas as gerações. Vieram de Bragança , alguns ficaram retidos na neve  mas chegaram a tempo e horas, de Viana do Castelo , Barcelos , Paços de Ferreira , Grande  Porto , Santa Comba Dão , Seia , Castelo Branco , Coimbra , Tomar ,Santarém , Alpiarça ,  Grande Lisboa , Setúbal  , Évora e  Toulouse ( França ) . Eram AA de todas as gerações .desde 1928 até 2000, sendo que a AA mais idosa presente tinha 93 anos e os mais novos, cerca da seis , 25 . 
Foi bom  assistir à chegada dos AA , velhos conhecimentos retomados , recordações tornadas realidade por uns momentos , velhas amizades reatadas , promessas de continuação de encontros  ,enfim ...um regresso aos nossos 17 anos.
Seguiu-se a refeição  , excelente comida , serviço impecável e muita,  muita conversa , grandes expressões de alegria e de emoções . O programa previamente estabelecido não pôde ser cumprido tal o entusiasmo  permanente e o barulho continuamente contínuo  mas   tudo correu  e acabou bem .
Segui-se a debandada  pois alguns eram de longe e tinham muito que andar , renovaram-se todas as intenções  faladas durante o encontro e tudo terminou com um "até pró ano " .
Para todos os presentes e para todos aqueles que quiseram vir e não puderam o nosso muito obrigado e dizer-vos que pró ano cá estaremos para mais um convívio. Para aqueles que não quiseram vir e podiam só vos dizemos uma coisa "não sabeis o que perdestes "
Um grande abraço para todos e até pró ano.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Previsão meteorológica, de três em três horas , para o dia 1 de Dezembro de 2010

Cautelas e caldos de galinha , nunca fizeram mal a ninguém

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mais um livro do Aniceto Afonso ...

Amigos (as),

Enviamos convite para o lançamento do livro “Os Anos da Guerra Colonial”, dia 30 de Novembro, pelas 18h30 na Bertrand Picoas Plaza, em Lisboa.

Esperamos pela vossa presença.

 Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes


sábado, 20 de novembro de 2010

Almoço do 1º de Dezembro de 2010 em lisboa ....

Reuniu hoje dia 9/10/2010 , em Lisboa ,  a Direcção da AAALB com a presença de vários membros dos Orgãos Sociais e alguns sócios fundadores que deliberaram o seguinte :


Almoço do 1º de Dezembro de 2010 :
Dia : 1 de Dezembro de 2010 , feriado nacional , quarta-feira
Hora : 12:30 - Recepção aos participantes ; 13: 00 - Almoço
Local - Restaurante Tromba-Rija em Lisboa
Endereço:  TROMBA RIJA LISBOA
Rua Cintura do Porto de Lisboa,
Edifício 254 – Armazém 1
1200-109 Lisboa

Fico do lado do rio Tejo , Avenida Brasília
Lotação -150 lugares
Como chegar : 
Autocarro - Santos : Metro -Cais Sodré e depois 1.000 metros a pé ; Carro: na rotunda do Cais Sodré vira para a Avenida Brasília, junto ao rio  ( paralela à 24 de Julho ) e depois segue 1.000 metros , estaciona e já está.
Parqueamento : Grátis e com grande facilidade junto ao restaurante
Ementa :


Degustação de Frios
Camarão; Saladas de Legumes crus; Salada Russa; Salada de Grão; Punheta de Bacalhau; Salada de Peixe; Salada de Atum; Salada de Massas; Azeitonas; Melão; Mexilhão ao natural; Beringela assada; Pimentos assados; Feijão-frade; Ovos recheados; Ovos de Codorniz; Tortilha de Batata; Tortilha verde; Salada de Polvo; Salada de Ovas; Cabeça de Xara; Barriga de Marrã; Orelheira; Rosbife; Bucho de Porco; Pezinhos de Porco; Lombo de Porco Adubado; Pimentos Piquilhos, Salada de Abacate; Salada de Chocos; Salada de Feijoca; etc.…
Degustação de Fritos
Courgetes; Peixinhos da horta; Argolas de Cebola; Couve-flor; Petingas (época); Carapaus (época); Pastéis de Bacalhau; Pataniscas de Bacalhau; Filetes; Croquetes; Rissóis; Torresmos de Toucinho; Chamuças; Cenoura; Ovos Verdes... Se faltar algum é porque se não pôde mesmo fazer...
Degustação de Quentes
Arroz de Tomate; Arroz Mil delícias; Cogumelos; Ervilhas; Favas; Feijão branco com Chouriço; Espinafres com Pinhões; Castanhas salteadas; Frango na frigideira; Empada de Bacon; Couve de Bruxelas; Grelos Salteados(na época); Açorda; Couve Salteada; Torresmo de Redanho; Torresmo de Touchinho; Moelas; Coelho estufado; Fritada; Rim na frigideira; Fígado na frigideira; Molejas; Dobrada, etc.
Prato   Principal
 Bacalhau Assado no forno  com batatas assadas e migas;
Degustação de Enchidos
Assados: Alheira; Farinheira; Chouriço de Carne; Morcela de Arroz; Negrito; Salchicha Toscana; Rolinhos de Bacon; Lentrisca; Linguiça. Fumados: Paio do Lombo; Chourição; Chouriço Ibérico; Presunto.

Degustação de Queijos
Serra; Rabaçal; Serpa; Niza; Alcains; Ilha; Ovelha curado; Ovelha amanteigado; Mistura à Cabreira; Bica; Terrincho; Cabra Puro; Amarelo (conforme à época); Azeitão; Castelo Branco; Picante; Requeijão; Queijo Fresco; Queijo em azeite, etc… Se  faltar algum é porque não existe no momento no nosso fornecedor...
Degustação de Frutas
(Conforme o mercado)
Figos; Uvas; Kiwi; Ananás; Pêssego; Morango; Ameixas; Lichis; Papaia; Goiaba; Manga; Phisalis;  Kunquats; Carambola; Cerejas; etc.…
Degustação de Doces
Papos de anjo; Toucinho do céu; Arroz doce; Doce de maçã; Formigos; Mousse de Chocolate; Mousse de Maracujá; Doce de cenoura com ovos-moles; Charcada; Leite-creme; Aletria Doce; Doce de Natas com Chocolate; Pudim Abade de Priscos; Invejado; Sericaia; Farófias; Brisas do Liz; Quindim; etc…(Conforme época do ano)
Degustação de Frutos secos
Passas; Nozes; Amendoins; Avelãs; Amêndoas; Figos passados, etc.…. (Conforme época do ano)
Degustação de Bebidas
Água; Sumo de Laranja Natural; Refrigerantes; Sangria; Vinho da Casa (branco, verde, tinto e espumante natural);  Cerveja
Digestivos
Café ou Chá; Porto; Aguardente da Casa; Amêndoa amarga.
BOM APETITE!!!


 Preço - 30 euros
Quota sócio AAALB para 2011 - 5 euros


Como foi profusamente anunciado , as instalações onde vamos realizar o Almoço acima referido , Restaurante  Tromba-Rija em Lisboa ,tem  a lotação de 150 lugares.
Hoje , a 10 dias  da sua realização a lotação está ESGOTADA pelo que a Direcção da AAALB, não aceitará mais inscrições.

QUEM ANDOU NO LICEU DE BRAGANÇA , JAMAIS O ESQUECE , POR ISSO  .......SEMPRE APARECE

terça-feira, 16 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mais um artigo do Virgílio Gomes no seu site ....

 Para que servem os talheres de peixe ?
...O talher de peixe, inicialmente encontrado nos estabelecimentos de grande categoria, começou a vulgarizar-se a todos os tipos e categorias desde meados do século XX. E aqui vai a minha interrogação sobre a sua necessidade. Começo por informar que eu sou contra o talher de peixe, afirmando frequentemente que não serve para mais nada do que para embaraçar o serviço de mesa.
Quantos de nós não assistimos já ao embarco de muitos clientes não saberem que talher usar. Os profissionais sabem da lógica da sua colocação na mesa. E que basta utilizar de fora para dentro de acordo com os pratos e, portanto, na sequência lógica. Quantas vezes os empregados têm que repor talheres… Mas ao fazermos isto, estamos a criar constrangimentos ao cliente. E um cliente que se sinta embaraçado, muitas vezes não volta. E, com a falta de jovens que queiram seguir uma carreira “de mesa”, devemos aprender a simplificar para servir melhor.
Mas expliquem-me os defensores: para que serve o talher de peixe? Vejamos, mesmo na nova cozinha, cada vez mais eu até só uso o garfo. Mesmo um peixe com uma cozedura unilateral, sobre a pele, esta sai melhor com uma faca de carne. E quantos de nós não assistimos ao disparo de uma batata torneada ao tentar cortá-la com uma faca de peixe? E ainda como farão os canhotos para comer com talher de peixe?
Eu gostaria de organizar uma campanha contra os talheres de peixe. Já estou a ouvir os gritos de: absurdo, deselegante, pindérico… e outros adjetivos que me queiram dedicar. Afirmo que para os restaurantes o investimento è menor, a formação do pessoal é mais simples e muitas vezes os clientes agradecerão. Tenho a sorte de, em muitos restaurantes que já sabem desta minha posição, já nunca me colocarem talheres de peixe, e eu agradeço. E volto. Também voltarei a este assunto.
Ler todo o artigo AQUI
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E eu a pensar que era só eu que não gostava nem usava os talheres de peixe . Tens toda a razão , tens aqui um apoiante , se precisares . Realmente é um grande embaraço o seu uso e até faz com que , ás vezes , a comida não saiba tão bem  quanto merece ....

sábado, 13 de novembro de 2010

Surpresa ...

Photo505.com - Online photo effects
 
Ontem á noite ,  passeando por uma das avenidas mais movimentadas da cidade , deparei com o logo da n/Associação . Maravilha !!!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O meu grupo favorito ... " The shadows "



The Shadows foi uma banda de rock instrumental do britânica, em atividade da década de 1950 até 2000, a banda inicialmente era a anda de apoio de Cliff Richards, até Richards seguir em carreira solo

Mais um Antigo Aluno do Liceu de Bragança em evodência ...

capa.jpg

TRANSMONTANICES
Causas de Comer

Finalmente saiu o livro que eu não sei, ainda, se era este o livro que eu ansiava. Como os textos, o livro como obra de conjunto saiu de um colecionar de impulsos e emoções.
O seu lançamento decorreu dia 28 de Outubro no Palácio Nacional da Ajuda. Durante a cerimónia ouvimos as palavras da Dra Isabel Silveira Godinho, Diretora do Palácio, do Dr Paulo Amado como Editor, e da Dra Inês Pedrosa que além de ter escrito o Prefácio, apresentou o livro. Terminei com algumas frases não esquecendo os contributos que recebi para a minha formação do gosto e a satisfação de estar rodeado pela Família e tantos amigos. Uma breve interpretação musical com gaita-de-foles por Diogo Leal que tocou peças do Nordeste Transmontano. Depois seguiu-se uma “espécie” de lanche com produtos transmontanos: Bola de carne da Pastelaria Nilde, de Lisboa, Bolos de amêndoa e Amêndoas cobertas da Flormêndoa, de Torre de Moncorvo, Castanhas assadas da Sortegel, de Sortes de Bragança, vinho Branco TYRO de João Lopes, de Resende e vinho tinto Vinha de MAZOUCO, e Água Pedras Salgadas da Unicer.  
O livro contou com duas contribuições especiais. O prefácio de Inês Pedrosa, que sempre me incitou a escrever e publicar, e Graça Morais minha companheira de emoções transmontanas que aceitou divulgar desenhos seus. E ainda Adriana Freire que fez a minha foto.
 Como impulso poderá parecer, que no meu SITE, este texto possa parecer um ato comercial. Aceitem-no apenas como informativo.
Enquanto o livro não se encontra distribuído pelas livrarias podem sempre adquiri-lo através do Editor sem acréscimos, no território nacional.
Fonte : http://www.virgiliogomes.com/cronicas/310-transmontanices-livro

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Fotos do fundo do baú ....

Quem conhece todos , ou a maior parte ? Vamos a partilhar essa sabedoria , para todos termos conhecimento

sábado, 30 de outubro de 2010

Fotos do fundo do baú .... 1

Quem me sabe dizer os nomes desta garbosa equipa de futebol do 5º C no ano de 59/60 ?
Fico à espera dos v/palpites ...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Almoço do 1º de Dezembro de 2010 em lisboa ....

Como foi profusamente anunciado , as instalações onde vamos realizar o Almoço acima referido , Restaurante  Tromba-Rija em Lisboa ,tem  a lotação de 150 lugares.
Hoje , a mais de um mês da sua realização a lotação está ESGOTADA pelo que a Direcção da AAALB só aceitará novas inscrições a título condicional , que depois serão confirmadas conforme a abertura de novas vagas.
Do incómodo pedimos desculpas , na certeza que tudo faremos para não deixar ninguém de fora .

QUEM ANDOU NO LICEU DE BRAGANÇA , JAMAIS O ESQUECE , E .......SEMPRE APARECE

Testemunhos sobre o nosso Liceu ... 1

Em 14/05/1967 uma aluna do liceu de Bragança, no regresso de uma excursão a Miranda do Douro, escreveu no seu diàrio intimo : .
“ Estamos quase a chegar ao fim......
 Teremos agora que passar o mais dificil......é o nosso ultimo obstàculo.
Hoje ainda todos unidos (colegas) neste querido Liceu,onde passàmos o melhor tempo da nossa vida, amanhã jà todos separados e so presos a ti pelas recordações que ficam ! A saudade jà começa a apoderar-se de mim.....
Eu jamais, querido Liceu, te poderei esquecer. Longe ou perto lembrar-me-ei de ti com saudades.”o tempo passa mas as recordações ficam”.
Tu para mim seràs sempre o meu querido Liceu e, se fosse possivel eu ver-te jà em ruinas sentiria por ti a mesma admiração, a saudade apoderar-se-ia também de mim.
Eu tenho que partir mas voltarei e a cada momento hei-de visitar-te, hei-de recordar-te porque tu és uma parte da minha vida. Hà tantos anos que te frequento!”

Follow you, follow me, com Phil a cantar e tocar bateria ao mesmo tempo!!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Exemplo a seguir

Como estamos de inscrições? Estou a ver que vamos ter que deixar gente à porta. Aqui estão as últimas marcações. Vejam o exemplo da Srª D. Maria Amélia Correia Távora ( 93 anos ) ,segundo a senhora que a inscreveu (com setenta e muitos) diz que ela está rijinha. Vão fazer um reconhecimento da zona para não chegarem atrasadas. Fantástico!
Todas as pessoas a quem tenho falado ficaram interessadas, mas vão confirmar, falar com as caras-metades (ainda há disto nos nossos dias), vamos ver no fim quem aparece.

Testemunho duma responsável pela difusão do almoço

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Manuel Pires , pintor , escultor e produtor .....Mais um Antigo Aluno do Liceu de Bragança

Repentinamente caíu-me nas mãos este vídeo espectacular do meu Amigo Manel Pires,Antigo Aluno do Liceu de Bragança. Quem não se lembra do famoso boneco do ZIP-ZIP ? Pois foi o Manel o seu autor, bem como do genérico do programa .
O Zé Gomes enviou-me este vídeo que de imediato me interessou e que aqui vos deixo.
O Manel é um famoso pintor , escultor e produtor , vive em Lisboa e trabalha na RTP .
Para ele um grande abraço .

1993 - Saudosa ALICE CRUZ, aqui autora e apresentadora do programa, entrevista MANUEL PIRES, artista plástico. Em estúdio estão algumas das suas pinturas e esculturas mais recentes- 1993

Nota : brevemente vos darei conhecimento de mais vídeos sobre a sua obra 

Um Antigo Aluno em evidência ....

Amigos,
Finalmente! Espero por vós no dia 28 de Outubro de 2010, às 18h00, no Palácio Nacional da Ajuda para o lançamento do meu livro:

“TRANSMONTANICES – Causas de Comer”


Prefácio de Inês Pedrosa, que fará a apresentação do livro, e desenhos de Graça Morais.
Conto com a vossa presença.

Virgílio Gomes

sábado, 9 de outubro de 2010

Almoço do 1º de Dezembro de 2010

Reuniu hoje, em Lisboa ,  a Direcção da AAALB com a presença de vários membros dos Orgãos Sociais e alguns sócios fundadores que deliberaram o seguinte :


Almoço do 1º de Dezembro de 2010 :
Dia : 1 de Dezembro de 2010 , feriado nacional , quarta-feira
Hora : 12:30 - Recepção aos participantes ; 13: 00 - Almoço
Local - Restaurante Tromba-Rija em Lisboa
Endereço:  TROMBA RIJA LISBOA
Rua Cintura do Porto de Lisboa,
Edifício 254 – Armazém 1
1200-109 Lisboa

Fico do lado do rio Tejo , Avenida Brasília
Lotação -150 lugares
Como chegar : 
Autocarro - Santos : Metro -Cais Sodré e depois 1.000 metros a pé ; Carro: na rotunda do Cais Sodré vira para a Avenida Brasília, junto ao rio  ( paralela à 24 de Julho ) e depois segue 1.000 metros , estaciona e já está.
Parqueamento : Grátis e com grande facilidade junto ao restaurante
Ementa :


Degustação de Frios
Camarão; Saladas de Legumes crus; Salada Russa; Salada de Grão; Punheta de Bacalhau; Salada de Peixe; Salada de Atum; Salada de Massas; Azeitonas; Melão; Mexilhão ao natural; Beringela assada; Pimentos assados; Feijão-frade; Ovos recheados; Ovos de Codorniz; Tortilha de Batata; Tortilha verde; Salada de Polvo; Salada de Ovas; Cabeça de Xara; Barriga de Marrã; Orelheira; Rosbife; Bucho de Porco; Pezinhos de Porco; Lombo de Porco Adubado; Pimentos Piquilhos, Salada de Abacate; Salada de Chocos; Salada de Feijoca; etc.…
Degustação de Fritos
Courgetes; Peixinhos da horta; Argolas de Cebola; Couve-flor; Petingas (época); Carapaus (época); Pastéis de Bacalhau; Pataniscas de Bacalhau; Filetes; Croquetes; Rissóis; Torresmos de Toucinho; Chamuças; Cenoura; Ovos Verdes... Se faltar algum é porque se não pôde mesmo fazer...
Degustação de Quentes
Arroz de Tomate; Arroz Mil delícias; Cogumelos; Ervilhas; Favas; Feijão branco com Chouriço; Espinafres com Pinhões; Castanhas salteadas; Frango na frigideira; Empada de Bacon; Couve de Bruxelas; Grelos Salteados(na época); Açorda; Couve Salteada; Torresmo de Redanho; Torresmo de Touchinho; Moelas; Coelho estufado; Fritada; Rim na frigideira; Fígado na frigideira; Molejas; Dobrada, etc.
Prato   Principal
 Bacalhau Assado no forno  com batatas assadas e migas;
Degustação de Enchidos
Assados: Alheira; Farinheira; Chouriço de Carne; Morcela de Arroz; Negrito; Salchicha Toscana; Rolinhos de Bacon; Lentrisca; Linguiça. Fumados: Paio do Lombo; Chourição; Chouriço Ibérico; Presunto.

Degustação de Queijos
Serra; Rabaçal; Serpa; Niza; Alcains; Ilha; Ovelha curado; Ovelha amanteigado; Mistura à Cabreira; Bica; Terrincho; Cabra Puro; Amarelo (conforme à época); Azeitão; Castelo Branco; Picante; Requeijão; Queijo Fresco; Queijo em azeite, etc… Se  faltar algum é porque não existe no momento no nosso fornecedor...
Degustação de Frutas
(Conforme o mercado)
Figos; Uvas; Kiwi; Ananás; Pêssego; Morango; Ameixas; Lichis; Papaia; Goiaba; Manga; Phisalis;  Kunquats; Carambola; Cerejas; etc.…
Degustação de Doces
Papos de anjo; Toucinho do céu; Arroz doce; Doce de maçã; Formigos; Mousse de Chocolate; Mousse de Maracujá; Doce de cenoura com ovos-moles; Charcada; Leite-creme; Aletria Doce; Doce de Natas com Chocolate; Pudim Abade de Priscos; Invejado; Sericaia; Farófias; Brisas do Liz; Quindim; etc…(Conforme época do ano)
Degustação de Frutos secos
Passas; Nozes; Amendoins; Avelãs; Amêndoas; Figos passados, etc.…. (Conforme época do ano)
Degustação de Bebidas
Água; Sumo de Laranja Natural; Refrigerantes; Sangria; Vinho da Casa (branco, verde, tinto e espumante natural);  Cerveja
Digestivos
Café ou Chá; Porto; Aguardente da Casa; Amêndoa amarga.
BOM APETITE!!!


 Preço - 30 euros

A Direcção da AAALB agradece desde já a v/inscrição , a v/presença e o v/empenho em contactar e trazer mais Antigos Alunos que sejam do v/conhecimento.

Obrigado a todos e até ao Tromba-Rija.

domingo, 3 de outubro de 2010

Criação da AAALB



Imagens num cartório notarial em Lisboa , onde fizémos a escritura da Associação. Depois um conjunto Logotipos , para escolhermos um , no almoço do 1º de Dezembro de 2010.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fixai este lugar ...


Exibir mapa ampliado
Daqui a dois meses ,vamos encontar-nos lá 

sábado, 18 de setembro de 2010

Pratos simples


macarrao.jpg
(Macarrão com Carne Guisada)
Consta-me que eu, enquanto criança, era difícil para comer. Nunca tinha apetite. Fui submetido à tortura do óleo de fígado de bacalhau, depois aliviado com a chegada do Iodarsolo. Lembro-me de ouvir as perguntas ao médico sobre a minha falta de apetite e se estaria doente até que, pelos oito anos, admitiram que poderia sofrer de raquitismo. Assustados, os meus Pais, rumaram comigo ao Porto consultar um especialista. É a memória da minha primeira grande cidade. Guardo algumas lembranças dessa consulta que parecia uma coisa doutro planeta. Na rua de Santa Catarina, um prédio antigo e sombrio. O consultório parecia-me a sala de um mágico, associando-o a livros de histórias. Aparelhos e pêndulos, a consulta parecia não terminar, até que, por fim, e com voz autoritária o médico diz: “O garoto não tem nada, precisa é de campo e liberdade…”. Depois, foram dadas instruções para passar as férias de Verão em local de alta altitude, e que comesse quando tivesse vontade. Meus Pais encontraram a solução mais rápida. Fomos para a aldeia de Montesinho passar os meses de Julho e Agosto, regressando para as Festas da Cidade, em honra da padroeira N. Sra das Graças, em Bragança. Por esse tempo apenas tinha mais dois irmãos e, para as férias serem mais animadas, também foram alguns primos engrossar o grupo. Ora, estas surpreendentes férias marcaram para sempre a minha memória de cheiros e sabores culinários.
A aldeia recebeu-nos à boa maneira transmontana. Portas abertas e mesas fartas. Não corríamos o perigo de nos perdermos ou atravessarmos uma rua inadvertidamente ou podermos ser atropelados, pois carros não havia. A minha primeira surpresa alimentar, e que perdura, foram umas “bolas de chicha gorda”. Ainda hoje me fazem salivar. Eram uns pães arredondados de farinha de centeio, que eram recheados com pedaços de toucinho, que a exemplo dos folares, a melhor parte reside na massa que cozeu junto à gordura, que a mantém humedecida, e muito gostosa.
Lembro-me de acompanhar os trabalhadores do campo e de querer partilhar as suas refeições. A comida fora de casa sabia-me melhor. Ora é a partir destas férias que para tranquilidade dos meus Pais eu manifesto vontade de comer. Correr pelo campo e assistir às actividades agrícolas abria-me o apetite. A minha Mãe lá me deixava espraiar mas entregava a alguém do grupo uma trouxinha com umas merendas que imaginava me poderiam apetecer. Com a volta destas merendas intactas, a minha Mãe deixou então de me fazer o farnel. Eu queria, efectivamente, comer a comida que era transportada por uma mula e que alimentava todos os que trabalhavam. Houve dois pratos que me influenciaram para o futuro: batatas guisadas com bacalhau e macarrão com carne. Quanto ao primeiro, trata-se de um simples guisado com as batatas às rodelas, muita cebola e tomate, bacalhau aos pedaços, muitos deles ainda com pele, e feijão verde. Por vezes, como prémio, também havia pimentos verdes ou vermelhos. Que tinha de especial para mim esta receita? Primeiro, possivelmente o ambiente. Depois, as batatas que ficavam muito bem cozidas naquele guisado, que era bem temperado, absorviam aquele saboroso molho. Depois, ouvi chamar a esta receita “Bacalhau com Batatas à Espanhola” e, curiosamente, vou encontrar uma receita semelhante no receituário das Reverendas Madres Agustinas do Mosteiro da Madre de Deus, em Burgos. De certo para dias comuns ou de jejum de carnes. O meu apetite evidenciou-se depois de sair de Bragança e, sempre que regressava de férias, no primeiro almoço era sempre esta a receita com grande fastio dos meus irmãos que reclamavam que por eu chegar eram obrigados a comer aquele prato. Ainda hoje, quando posso, repito os gestos de miúdo a fazer papinha com as batatas ajudado pelo garfo.
A outra receita, macarrão com carne, que sempre associo às ceifas, não me marcou como a anterior. No entanto, e possivelmente pelo tempo que o macarrão ficava na panela, a massa ficava muito cozida. Com o passar dos anos habituei-me a comer as massas “al dente” ou “al punto”. Excepção para o macarrão, que tem que ser sempre bem cozido e que associo também aos nossos famosos ranchos. Recentemente, participei no Capítulo da Primavera / Verão da Confraria dos Enófilos e Gastrónomos de Trás-os-Montes e Alto Douro e muito contente fiquei com a receita de carne escolhida: “Macarrão com guisado de carne Maronesa”. Na minha mesa, a minha amiga Graça Morais exclamou de imediato: “Isto é a comida das ceifas”. Pois é, e foi muito bem escolhida, embora o objectivo fosse mostrar uma forma popular, e boa, de utilizar as partes menos nobres de um vitelo maronês. Comi e fotografei, e lembrei-me das minhas férias em Montesinho!
Costumo afirmar que só há dois tipos de comida: a boa e a má. Depois, da boa podemos ter a popular ou a palaciana, nacional ou estrangeira, nova, molecular, surpreendente, de autor… o que importa é que seja boa, bem confeccionada e bem apresentada. E depois, experiências por que não passei em Montesinho, as refeições sabem melhor acompanhadas com vinho. Mas aprendam a beber com moderação.
© Virgílio Nogueiro Gomes

Aniversário da Casa de Trás os Montes e Alto Douro

Realiza-se no dia 25 de Setembro, sábado, a partir das 17:30 horas. Inicia-se na Sede situada no Campo Pequeno, 50, 3º Esq. O programa é o seguinte:

17:30 h – Sessão de homenagem aos associados mais antigos, com atribuição aos mesmos de diploma e medalha.
19:00 h – Missa por alma dos sócios da CTMAD já falecidos na Igreja da Sra. de Fátima que fica situada na Avenida de Berna, nas proximidades da Sede. Esta missa será presidida por S. Ex.ª Reverendíssima o Sr. D. Gilberto, actual Bispo de Setúbal, nascido em Trás-os-Montes.
20:00 h – Jantar de Aniversário no restaurante transmontano “Apeadeiro” situado muito perto da Sede no gaveto do Campo Pequeno com a Rua de Entrecampos.

As inscrições para o jantar, por razões de espaço, são limitadas a um máximo de 110 pessoas, devendo ser efectuadas até ao final do dia 22, quarta-feira, através do telefone 217 939 311 begin_of_the_skype_highlighting              217 939 311      end_of_the_skype_highlighting entre as 14 horas e as 19 horas. As informações sobre o jantar serão prestadas através do referido telefone.

Contamos com a sua participação.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Jornada de estudo - 24 de Setembro de 2010

Caros Amigos (as)

Espero poder encontrar-vos.

Aniceto Afonso

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

EM DEFESA DA LINHA DO TUA

No próximo dia 18 de Setembro irá decorrer em Lisboa, no Largo Camões, entre as 18 e as 24 Horas uma Vigília em defesa da Linha do Tua.

Esta iniciativa visa reafirmar perante o poder central, na “Semana Europeia da Mobilidade”, o direito das populações transmontanas à mobilidade e o importante contributo que esta linha tem dado, desde a sua inauguração há 123 anos atrás, para essa mesma mobilidade e para o desenvolvimento do Vale do Tua.

Num momento em que, após uma longa luta, foi oficialmente reconhecido o valor patrimonial de excepção desta Linha, com a abertura do processo de classificação pelo IGESPAR, é mais que nunca importante que as populações do Vale do Tua, que todos os defensores da Linha do Tua, façam ouvir a sua voz em Lisboa, para fazer face à ameaça de submersão que continua a pesar, sobre esta via-férrea.

Nesta semana da mobilidade em que os Governantes deste país vão se desdobrar em iniciativas demagógicas sobre este tema, é muito importante que os activistas Verdes marquem presença nesta Vigília, para dar continuidade à luta que temos travado em defesa desta linha. A nossa presença servirá ainda para reafirmar o direito à mobilidade como uma componente essencial do desenvolvimento e da modernidade, para defender o caminho-de-ferro, transporte amigo do ambiente, e ainda para defender os valores patrimoniais deste país, dos quais a Linha e o Vale do Tua são um exemplar único que deve ser preservado e contribuir para o desenvolvimento da região e do país.

Durante a Vigília haverá diversas animações de carácter cultural.

Esta é uma iniciativa unitária, que reagrupa várias organizações e na qual “Os Verdes” estão muito empenhados. Como tal contamos com a tua presença, mas também com o teu contributo para mobilizar mais amigos e companheiros.

Até Sábado no Camões.

Pela Comissão Executiva de “Os Verdes”

Manuela Cunha

EM DEFESA DA LINHA DO TUA

Ergue a tua Voz
À luz da Lua!
Junta-te a Nós,
A linha é TUA!

O comboio vai passar
Traz nele uma criança
Está feliz, vem a cantar
Muito perto de Bragança!


VIGÍLIA - 18 de Setembro de 2010,
Das 18h às 23h, Largo do Camões, Lisboa




Juntos pela mesma Causa, porque…
                                                             A LINHA É TUA!

sábado, 4 de setembro de 2010

Gastronomia Património Cultural

Porco bísaro
Estávamos no tempo durante o qual eu ainda ouvia e lia muito. Ainda falava pouco. E me vi envolvido num grupo de trabalho onde estava Maria de Lourdes Modesto, Maria Emília Cancella de Abreu, Luis de Sttau Monteiro, Gentil Marques e Hélder Rodrigues entre outros. Decorria o ano de 1982 e aquele grupo reunia-se na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa coordenado pelo seu director e sob a tutela do Secretário de Estado do Turismo. Os seus objectivos eram lançar as bases para a classificação da nossa gastronomia e, em simultâneo, instalar eventos e acções do melhor do nosso património culinário. Veio de França um representante do Instituto de Artes Culinárias para apoiar este projecto e indicar pistas para prosseguir. Ainda me lembro de ter sido organizado um Concurso de Gastronomia Tradicional Portuguesa, com etapas regionais conforme as grandes regiões gastronómicas ainda hoje actuais. Foi lançado também o evento com prémio para o “Melhor Artigo sobre Gastronomia Tradicional Portuguesa”. Esta edição deveria ser anual para incentivar a publicação de matérias sobre aquele tema. Atribuiu o prémio a Manuela Teresa, autora de um conjunto de três textos publicados no Correio da Manhã com os títulos: “Se não fosse a República ainda hoje não conhecíamos o segredo dos Ovos Moles”, “Receitas de bacalhau vão parar ao museu” e “Caldeirada de enguias o pão de muitos” saídos respectivamente em 28, 29 e 30 de Setembro de 1982. Os prémios dos Concursos de Gastronomia e do Melhor Artigo foram atribuídos em 1983 e não tiveram continuidade ...

Virgílio Gomes  

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Faleceu a Professora Dª Gracinda

À DRª GRACINDA

A minha querida Professora
Partiu
Libertou-se,
Dos tempos de inglória dor.
Quem se dedicara
Desajeitadamente,
Incompreendidamente,
(A vida, a Universidade
Ensinaram-na a ser majestática,
A encobrir os afectos)
A abrir Horizontes
A proteger
A educar
A transmitir valores:
Trabalho;
Pontualidade;
Verdade;
Tantos mais,
Merecia "Um suave Milagre"
(Que fervorosos estudámos)
Em que Jesus
Viesse, em Seus braços,
Buscá-la alguns anos atrás.

Urze dos Montes


quarta-feira, 23 de junho de 2010

A cozinha mediterrânica

Muito se tem escrito, falado e inventado sobre o que é a dieta mediterrânica. Depois fala-se de cozinha e de gastronomia mediterrânica. Eu ainda não sei bem o que estes vocábulos combinados querem dizer. Ou melhor, não entendo o porquê desta classificação quando a prática, quantas vezes, fica muito distante. Certamente pensam no efeito da publicidade sem se preocuparem com o produto que realmente vendem. E depois ainda a moda de muitos restaurantes se auto classificarem de resposta mediterrânica! Está na moda…! Mas o que é este conceito de “dieta mediterrânica”? Será possível estabelecer os elementos comuns da alimentação dos países banhados pelo Mediterrâneo? Muitas vezes esse conceito vem associados a práticas alimentares comuns nos países a norte do Mediterrâneo.
Sabemos que o conceito de “dieta mediterrânica” nasceu da constatação de que um grupo de habitantes da bacia do Mediterrânico norte tinha uma longevidade superior à de outros próximos. Estudados os hábitos de vida, e entre eles os alimentares, concluiu a investigação que a longevidade se deveria essencialmente ao tipo de alimentação praticada. Definiram-se, portanto, a partir dos anos sessenta, os elementos comuns e que se concretizaram em três produtos base: os cereais, as uvas e as azeitonas que deram os produtos alimentares, respectivamente, o pão, o vinho e o azeite. Claro que a alimentação não se resume a estes produtos e importa entender a quantidade ingerida de cada um. A alimentação reconhecida pelo estudo de Ancel Keys seria baseada em frutas e produtos hortícolas, gorduras vegetais, vinho com moderação, poucos ovos, baixo consumo de carnes vermelhas e baixo ou médio consumo de peixes e aves. Deveremos ainda assumir que a cozinha mediterrânica não é um conceito singular mas plural. Como já referi não são só os alimentos que determinam o que é a “dieta mediterrânica” mas as proporções dos mesmos no consumo. Em vez de comermos carne com acompanhamentos, deveremos comer acompanhamentos com carne.
A partir desta identificação pode estudar-se a sistematização da cozinha e identificar a evolução de outros produtos nesta vasta região. É surpreendente a quantidade e variedade de alimentos que encontramos na antiguidade, nesta região. Para além do gado, sem incluir o porco que apenas é dominante em Portugal e Espanha, existem referências aos cereais (trigo e centeio), ao azeite, ao excelente sal, ao vinho, à cerveja e ao mel, desde a antiguidade clássica greco-romana. No mesmo período, e em Portugal e Espanha (que não tinha esta designação e estavam integrados noutros reinos), temos de referir a existência de muitas frutas e legumes que ajudavam a ter um tipo de alimentação mais saudável. No capítulo de frutas encontramos figos, maçãs, ameixas, pêssegos, marmelos, alperces, tâmaras, cerejas, morangos, groselhas, framboesas, laranjas, toranjas, limões, melões e castanhas. Nos legumes e leguminosas podiam já apreciar alfaces, pepinos, cebolas, alhos, alhos-porros, urtigas, favas, lentilhas, grãos-de-bico, ervilhas e cogumelos. Naturalmente outro produto muito importante era o peixe, algumas carnes, o queijo, o vinho e o azeite. Mais tarde, e já na Idade Média, surge o arroz e posteriormente a batata em Espanha no século XVII, vinda do Peru, e em Portugal o consumo expande-se apenas no século XIX. Ainda na Idade Média surgem os picantes, designadamente a pimenta, e as especiarias cujo comércio de fazia no Mediterrâneo até os Portugueses os comercializarem por outras rotas. E ainda o açúcar de cana, o chocolate, o café e o chá.
Como podemos constatar a variedade de alimentos é surpreendente. Sabemos nós, hoje em dia, equilibrar o seu consumo para ter uma alimentação correcta e saudável? Recentemente, em discussão no Alentejo, André Magalhães dizia que “O Alentejo tem cada vez mais condições para voltar à gastronomia dos anos 1960, a chamada cozinha pobre, com vantagens nutricionais fazendo um retorno à terra”. E acrescentou que “para os chefes saberem aferir a qualidade dos produtos têm de ter uma relação directa com os produtores”. Desta forma podem assegurar a manutenção de uma economia local e a preservação dos produtos locais. Ainda no mesmo evento “Gastronomia Mediterrânica”, Hélio Loureiro afirmava também o regresso à terra e a “importância de respeitar a sazonalidade dos produtos e a biodiversidade”. Esta discussão remete-nos para duas questões fundamentais: o conceito de cozinha pobre e a utilização dos produtos locais. Será que existe uma “cozinha pobre”? Ou dispomos apenas da constatação de uma cozinha onde os legumes e leguminosas assumem um peso maior do que o chamado “isco”? E o pão como elemento de ligação e base nessa alimentação? Facilmente veremos que o que distingue esta “cozinha pobre” da “cozinha rica” é a inversão do peso da carne no conjunto da refeição. Hoje em dia a questão parece não se colocar em relação ao peixe vistas as qualidades que este elemento contém em relação ao seu valor alimentar. A segunda questão parece mais fácil de resolver mas que tem a complexidade de estar associada a educação ou mudança das mentalidades. Quantos da nova geração entende, ou reconhece, os produtos e seu consumo pela sua sazonalidade?
Bem, se de facto a “dieta mediterrânica” tem vantagens para o equilíbrio e aumento da longevidade teremos que reformular e educar as pessoas para um retorno a práticas antigas com a adaptação natural aos tempos que correm? Mas teremos nós, efectivamente, um historial alimentar identificado com a “dieta mediterrânica”? Será que a cozinha minhota é mais ou menos mediterrânica do que a algarvia? Se aceitarmos a leitura da pirâmide actual dos alimentos veremos que os princípios estabelecidos pelos “educadores” alimentares, e refiro-me em particular ao trabalho de tantos nutricionistas, é fácil verificar a coincidência com os princípios da “dieta mediterrânica”. Este termo “dieta” é pouco simpático e parece remeter-nos para comportamentos rígidos associados a uma doença. “Dieta” aqui quererá significar a composição e equilíbrio das nossas refeições. E não esquecer um alimento que é muitas vezes uma refeição completa: a sopa. Comam sopa pela vossa saúde e deixem de educar as crianças como se a sopa seja um castigo.               
A vulgaridade com que o termo “dieta, cozinha ou gastronomia mediterrânica” se propagou, e se transformou em publicidade fácil, parece ter criado muita confusão na opinião pública.
Mas volto à dúvida permanente: será Portugal um país de características de alimentação mediterrânica? Segundo um estudo recente “Portugal afasta-se cada vez mais da dieta mediterrânica”. E este facto deve-se à alimentação das camadas mais jovens que comem cada vez mais carne e menos sopa e peixe. Não se deveria fazer alertas e propagandear melhor estes conceitos? Para bem de todos.
Importante é aprender a comer com equilíbrio e de forma saudável. E com prazer, não esquecendo que a comida sabe melhor se acompanhada com vinho.
© Virgílio Nogueira Gomes

sábado, 19 de junho de 2010

3º Ciclo Conferências Memórias Literárias Guerra Colonial_25 Junho

Comparece a esta conferência dada por um AALB -  Aniceto AFONSO

domingo, 6 de junho de 2010

Site de um AAAB ....

O Virgílio Nogueira Gomes é um AALB,vive no Brasil , tem um site sobre culinária que frequentemente visito e que aconselho a visitar.
Hoje tem um artigo muito interessante e quem estiver interessado em ler é só CLICAR AQUI